{"id":12693,"date":"2025-01-21T12:39:25","date_gmt":"2025-01-21T15:39:25","guid":{"rendered":"https:\/\/fazermarulho.com.br\/?p=12693"},"modified":"2025-01-21T12:39:25","modified_gmt":"2025-01-21T15:39:25","slug":"pesquisa-expoe-a-invasao-de-microplasticos-no-corpo-humano-e-os-riscos-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marulhoeco.org\/en\/pesquisa-expoe-a-invasao-de-microplasticos-no-corpo-humano-e-os-riscos-a-saude\/","title":{"rendered":"Pesquisa exp\u00f5e a invas\u00e3o de micropl\u00e1sticos no corpo humano e os riscos \u00e0 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><em>A presen\u00e7a de part\u00edculas pl\u00e1sticas em c\u00e9rebros, pulm\u00f5es, sangue e at\u00e9 na placenta levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre impactos ao bem-estar e ao meio ambiente<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo, dezembro de 2024 &#8211;&nbsp;<\/strong>A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, part\u00edculas pl\u00e1sticas menores que 5 mil\u00edmetros, est\u00e1 sendo detectada em locais cada vez mais preocupantes, incluindo o corpo humano. Esses materiais podem se alocar em \u00f3rg\u00e3os, sangue, placenta e at\u00e9 mesmo em fetos, al\u00e9m de estarem disseminados no meio ambiente. Ainda que um problema pouco popular, especialistas alertam para os potenciais riscos \u00e0 sa\u00fade e para a necessidade urgente de pol\u00edticas p\u00fablicas e pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Plymouth, no Reino Unido, revelou que as pessoas podem ingerir micropl\u00e1sticos durante o jantar, seja ao consumir alimentos ou ao inalar&nbsp;por meio de res\u00edduos em tapetes, estofados ou roupas.&nbsp;Amostras de c\u00e9rebros coletadas em aut\u00f3psias realizadas em 2024 pela Universidade do Novo M\u00e9xico, nos Estados Unidos, tamb\u00e9m mostraram que 0,5% do peso cerebral analisado era composto por micropl\u00e1sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na China, o Hospital Anzhen identificou part\u00edculas como essas em cinco tecidos card\u00edacos distintos de pacientes submetidos a cirurgias. J\u00e1 no Brasil, a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) detectou micropl\u00e1sticos em pulm\u00f5es humanos, indicando que eles s\u00e3o inevitavelmente consumidos.&nbsp;A dimens\u00e3o do problema \u00e9 vasta e tamb\u00e9m se estende ao sistema circulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores da Universidade Livre de Amsterd\u00e3, na Holanda, descobriram que 77% dos doadores de sangue analisados carregavam grandes quantidades de micropl\u00e1sticos nas amostras. Em paralelo, a Sociedade Brasileira de Pediatria reportou a presen\u00e7a em sangue, v\u00edsceras, fezes, urina e at\u00e9 em fetos humanos, refor\u00e7ando os riscos potenciais de exposi\u00e7\u00e3o ainda na gesta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que um&nbsp;estudo da Universidade de Marche, na It\u00e1lia, observou micropl\u00e1sticos em placentas, com a possibilidade de malforma\u00e7\u00f5es fetais e impactos no desenvolvimento infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses achados evidenciam a complexidade do problema e a necessidade de mais estudos para entender os efeitos a longo prazo dessa contamina\u00e7\u00e3o.&nbsp;<strong>Samara Oliveira, ocean\u00f3grafa e s\u00f3cia do neg\u00f3cio de impacto socioambiental Marulho<\/strong>, destaca a gravidade do cen\u00e1rio: \u201cO fato de esses fragmentos de pl\u00e1stico estarem presentes em praticamente todas as vidas na Terra \u00e9 um alerta claro de que precisamos melhorar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos impactos na sa\u00fade, os micropl\u00e1sticos representam uma amea\u00e7a significativa ao meio ambiente. Redes de pesca perdidas ou descartadas, por exemplo, fragmentam-se em pequenas part\u00edculas devido \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao sol, sal e movimento no mar, liberando micropl\u00e1sticos que contaminam o ecossistema marinho. &#8220;Essas part\u00edculas s\u00e3o ingeridas por organismos aqu\u00e1ticos e acabam na cadeia alimentar humana, trazendo riscos \u00e0s esp\u00e9cies, al\u00e9m de prejudicarem o pr\u00f3prio oceano. O benef\u00edcio de combater esse mal atinge o ecossistema como um todo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o, de acordo com Oliveira, exige a\u00e7\u00f5es coordenadas, como o fortalecimento da economia circular, o est\u00edmulo \u00e0 reciclagem e a cria\u00e7\u00e3o de materiais sustent\u00e1veis, al\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas rigorosas para limitar o uso de pl\u00e1sticos. &#8220;O processo para melhorar pontos como esse parece t\u00e3o longo que algumas pessoas acabam desistindo de agir.&nbsp;Mas a transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Basta que haja esfor\u00e7os coletivos pelo bem-estar comum&#8221;, finaliza.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a de part\u00edculas pl\u00e1sticas em c\u00e9rebros, pulm\u00f5es, sangue e at\u00e9 na placenta levanta preocupa\u00e7\u00f5es sobre impactos ao bem-estar e ao meio ambiente S\u00e3o Paulo, dezembro de 2024 &#8211;&nbsp;A presen\u00e7a de micropl\u00e1sticos, part\u00edculas pl\u00e1sticas menores que 5 mil\u00edmetros, est\u00e1 sendo detectada em locais cada vez mais preocupantes, incluindo o corpo humano. 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