{"id":18949,"date":"2026-02-14T00:20:09","date_gmt":"2026-02-14T00:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/marulhoeco.com.br\/?p=18949"},"modified":"2026-02-14T00:20:09","modified_gmt":"2026-02-14T00:20:09","slug":"manual-de-sobrevivencia-de-uma-marca-de-impacto-em-2025-sem-cair-na-modinha-carta-aberta-da-marulho-para-quem-ainda-acredita-que-proposito-da-like-e-lucro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marulhoeco.org\/en\/manual-de-sobrevivencia-de-uma-marca-de-impacto-em-2025-sem-cair-na-modinha-carta-aberta-da-marulho-para-quem-ainda-acredita-que-proposito-da-like-e-lucro\/","title":{"rendered":"Manual de sobreviv\u00eancia de uma marca de impacto em 2025 (sem cair na modinha) Carta aberta da Marulho para quem ainda acredita que prop\u00f3sito d\u00e1 like e lucro."},"content":{"rendered":"<p><em>Em um mundo onde at\u00e9 grandes marcas de fast fashion est\u00e3o falando em ESG, onde pl\u00e1stico reciclado virou moda (literalmente), e onde cada feed parece uma competi\u00e7\u00e3o de quem salva o planeta com mais estilo, manter a coer\u00eancia virou um ato de resist\u00eancia. A Marulho, que transforma redes de pesca descartadas em produtos com design e prop\u00f3sito, decidiu abrir o jogo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Este \u00e9 um manual sincero (e bem-humorado) de como uma marca de impacto sobrevive em 2025 sem perder a alma, sem virar tend\u00eancia passageira e, principalmente, sem vender greenwashing disfar\u00e7ado de lifestyle.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>1. Sustentabilidade n\u00e3o \u00e9 filtro verde<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>J\u00e1 tentamos fazer posts lindos com folhas e frases inspiradoras. Mas o que mais engaja ainda \u00e9 v\u00eddeo de gatinho. Seguimos insistindo. Porque, pra gente, ser sustent\u00e1vel vai muito al\u00e9m do visual bonitinho no Instagram. \u00c9 sobre escolhas dif\u00edceis, processos lentos e muita conversa s\u00e9ria por tr\u00e1s de cada produto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>2. Rede de pesca n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mat\u00e9ria-prima, \u00e9 responsabilidade<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><em>Cada metro que reaproveitamos carrega hist\u00f3rias, riscos e trabalho manual. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 design \u2014 \u00e9 compromisso com quem vive do mar e depende dele pra sobreviver. \u00c9 entender que o que t\u00e1 no seu ombro come\u00e7ou no fundo do oceano e passou por muitas m\u00e3os at\u00e9 virar bolsa, fruteira ou sand\u00e1lia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>3. Vender \u00e9 dif\u00edcil. Vender com prop\u00f3sito e pre\u00e7o justo \u00e9 hero\u00edsmo.<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><em>Sim, nosso custo \u00e9 maior. Sim, a margem \u00e9 menor. N\u00e3o, n\u00e3o temos um fundo de investimento por tr\u00e1s. S\u00f3 muita teimosia e verdade. Num cen\u00e1rio em que 65% dos neg\u00f3cios de impacto operam com margens apertadas e 83% relatam dificuldades pra escalar, seguir em frente j\u00e1 \u00e9, por si s\u00f3, uma vit\u00f3ria.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>4. ESG virou buzzword \u2014 a gente prefere impacto real<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><em>Enquanto relat\u00f3rios de sustentabilidade saem mais r\u00e1pido que nossos boletos, seguimos costurando rede por rede e entregando rastreabilidade de verdade. Pra gente, ESG n\u00e3o \u00e9 sigla bonita no pitch \u2014 \u00e9 pr\u00e1tica no dia a dia. E pr\u00e1tica que custa caro, exige f\u00f4lego e, muitas vezes, passa batida no feed.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>5. A moda da \u201cmarca do bem\u201d vai passar. A Marulho fica.<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p><em>Porque a gente n\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia \u2014 somos parte de uma transi\u00e7\u00e3o. Uma mar\u00e9 lenta, mas que vem pra ficar. Enquanto a maioria dos consumidores ainda n\u00e3o sabe reconhecer uma marca realmente sustent\u00e1vel sem ajuda, a gente continua aqui, com os p\u00e9s na areia e os olhos no horizonte.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Dados que ajudam a explicar (quase) tudo isso:<\/em><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><em>66%<\/em><\/strong><em> dos brasileiros nunca ouviram falar da sigla ESG.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: Grupo Botic\u00e1rio + Instituto Locomotiva<\/em><em><br><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>69%<\/em><\/strong><em> dos CEOs dizem aplicar ESG, mas s\u00f3 <\/em><strong><em>23%<\/em><\/strong><em> da popula\u00e7\u00e3o acredita nisso.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: Mapa ESG Brasil (Plano\/Mynd) + Ipsos<\/em><em><br><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>56%<\/em><\/strong><em> dos consumidores brasileiros j\u00e1 deixaram de comprar de marcas que n\u00e3o investem em sustentabilidade.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: Kantar<\/em><em><br><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>S\u00f3 <\/em><strong><em>10%<\/em><\/strong><em> dos consumidores conseguem reconhecer marcas realmente sustent\u00e1veis sem ajuda.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: Union+Webster \/ Akatu<\/em><em><br><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>640 mil toneladas<\/em><\/strong><em> de equipamentos de pesca s\u00e3o abandonados no mar todos os anos.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: Ocean Conservancy \/ The Ocean Cleanup<\/em><em><br><\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>No Brasil, s\u00e3o <\/em><strong><em>580 kg de redes descartadas por dia<\/em><\/strong><em>, afetando cerca de <\/em><strong><em>69 mil animais marinhos<\/em><\/strong><em> diariamente.<\/em><em><br><\/em><em>Fonte: National Geographic Brasil<\/em><em><br><\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><em>A Marulho n\u00e3o quer salvar o mundo sozinha. E nem precisa ser perfeita. Mas seguimos aqui, costurando rede por rede, hist\u00f3ria por hist\u00f3ria, produto por produto. E, com sorte, inspirando quem tamb\u00e9m acredita que prop\u00f3sito n\u00e3o precisa de holofote pra brilhar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Se quiser saber mais, conversar, replicar ou apoiar, estamos sempre de rede aberta. \ud83c\udf0a<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um mundo onde at\u00e9 grandes marcas de fast fashion est\u00e3o falando em ESG, onde pl\u00e1stico reciclado virou moda (literalmente), e onde cada feed parece uma competi\u00e7\u00e3o de quem salva o planeta com mais estilo, manter a coer\u00eancia virou um ato de resist\u00eancia. 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